As atividades humanas e a crescente industrialização são hoje um dos assuntos mais discutidos por diversos órgãos de proteção ao meio ambiente, em que se destaca o aumento da poluição nos centros urbanos.
A emissão de gases poluentes na atmosfera, um dos maiores agravantes do efeito estufa e do aquecimento global, tornou-se a grande preocupação de pesquisadores de vários países. Dentre os diversos fatores encontramos a grande quantidade de veículos, as chaminés das fábricas e as queimadas que lançam no ar grandes quantidades de substâncias que juntamente com os danos ambientais trazem à população problemas respiratórios, alergias, lesões degenerativas no sistema nervoso ou outros órgãos e até mesmo estão relacionadas a diversos tipos de câncer.
Essa sucessão de danos não se restringe à espécie humana, toda a biodiversidade do planeta sofre as conseqüências da poluição lançada na atmosfera. Para ilustrar bem os prejuízos, temos os fenômenos naturais que estão arrasando diversos países pelo mundo. Alguns sofrem com a seca, outros com o frio e as terríveis geadas e outros com tufões, terremotos e furacões, e na estatística final temos morte e destruição.
O homem, em sua “sabedoria e evolução”, acaba por destruir seu próprio planeta e como exemplo disso temos a camada de ozônio, que é o escudo natural da Terra contra os raios ultravioletas do sol, que está sendo reduzida com grande velocidade devido à emissão de poluentes altamente nocivos aos seres vivos. Além disso, o aumento da poluição atmosférica causa a elevação da temperatura do planeta, o que chamamos de efeito estufa, fenômeno que promove grandes alterações climáticas que estão intimamente relacionadas às catástrofes naturais.
Entretanto, quem mais sofre nessa escala são os ecossistemas e a diversidade ecológica, que nada fizeram para pagar o preço da irresponsabilidade humana. Um exemplo disso é a acidez dos rios e lagos, ocasionada pelas chuvas ácidas, que tem como conseqüência o desaparecimento de diversas espécies de animais e vegetais, além do desgaste do solo e da destruição das florestas.
Nesse show de barbaridades, o que esperamos é que as pessoas se conscientizem de que esse é o planeta em que vivemos e de nada adianta almejar outros planetas se não cuidamos nem do nosso. E para mudar essa realidade, medidas como cobrar das autoridades uma legislação rigorosa que obrigue as fábricas a instalarem filtros nas suas chaminés, a tratar os seus resíduos e a usar processos menos poluentes; vistoria nos veículos automotores e aplicação de rodízio de carros diariamente, acrescentando a isso novos meios de transportes não poluentes, como bicicletas, por exemplo; recolhimento de condicionadores-de-ar, geladeiras e outros produtos que usam CFCs (clorofluorcarbonos); investimentos nas fontes alternativas de energia e na elaboração de novos tipos de combustíveis, como o álcool vegetal, extraído da cana-de-açúcar e do eucalipto, e do óleo vegetal, extraído da mamona, do babaçu, da soja, do algodão, do dendê e do amendoim; planejamento das cidades, buscando a harmonia entre a natureza e os centros urbanos; fiscalização de desmatamentos e incêndios nas matas e florestas; proteção e conservação dos parques ecológicos; incentivo à população para plantar árvores juntamente com campanhas de conscientização da população para os riscos da poluição, que não só causam grandes danos ao meio ambiente como podem extinguir a espécie humana da Terra. |