A dengue é uma doença viral transmitida, principalmente, pelo mosquito Aedes aegypt e há tempos representa um problema de saúde pública que a cada ano apresenta um número cada vez maior de vítimas.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), milhões de pessoas são infectadas anualmente pelo vírus da dengue em mais de 100 países e milhares morrem em conseqüência da doença, geralmente em sua forma mais agressiva que é a dengue hemorrágica.
A prevalência da doença está relacionada não somente ao clima favorável, mas especialmente aos maus hábitos urbanos que oferecem excelentes condições para a proliferação do mosquito transmissor. Além disso, o ciclo vital desses insetos torna privilegiada a sua existência, uma vez que já se acasala um ou dois dias após se tornar adulto e rapidamente as fêmeas, únicas transmissoras, passam a se alimentar de sangue, preferencialmente humano.
Um fato bastante relevante é que as fêmeas são ativas durante o dia e podem picar várias pessoas nesse período. É bem provável que por essa razão algumas medidas de combate, como o fumacê, não sejam efetivas, já que ele não atende a horários em que o mosquito está em plena atividade.
Todavia, diante das evidências acerca da contínua problemática que é a dengue, devemos ressaltar, o que já está claro nos noticiários, mas em falta nas atitudes, que é evidente que a dengue tomou essas proporções graças à pouca conscientização das pessoas quanto aos criadouros do mosquito, locais onde há água parada, como pratos de plantas, pneus, garrafas, caixas de água mal tampadas e qualquer outro local onde possa acumular água e se tornar um “doce lar” ideal para o mosquito transmissor. Portanto, o fim desse mal depende muito mais da ação da população que dos órgãos de saúde pública e é a partir dessa premissa que acabaremos com esse problema. |