Reféns do império empresarial
E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita. (2 Pedro 2.3)
Em uma pequena cidade do Estado de Illinois, na América, havia um povoado tranqüilo, pacato e trabalhador, pessoas sinceras e dedicadas à fé cristã. Famílias honrosas e harmoniosas, juventude alegre e ordeira, enfim, uma cidade daquela que dizemos ser boa de viver, de bem com todos e com a natureza.
A cidade ficava às margens de uma avenida famosa e principal do país. Mas um dia um empresário, passando por ali, viu a importância da localização daquela cidade e projetou um plano para o seu desenvolvimento, o bom lucro que ia ter porque aquele povo era trabalhador, simples e sincero, e ali estava uma boa investida empresarial.
E com o propósito de não querer o bem daquele povo, mas o seu próprio bem, investiu pesado, usando toda a sua habilidade de empresário e primeiro se uniu com aquele povo, procurando conquistá-lo, até que consegue lugar de destaque entre eles, falava a mesma língua, agradava a todos quanto podia e lhe interessava, ia à igreja com eles, mas sua intenção era explorar o potencial geográfico daquela cidade e explorar a boa índole daquele povo.
E assim, aconteceu como ele tinha planejado, conquistou alguns ambiciosos como ele, mudou toda a estrutura social, financeira e ambiental da cidade forçosamente com a ajuda das autoridades do local, comprou algumas propriedades, desalojando os lares de famílias tradicionais, causando constrangimentos e tristezas da parte dos não ambiciosos e com isso atraiu multidões de pessoas que vindas de outras cidades estavam interessadas em progresso financeiro, gente de comportamento estranho, mal caráter e avarenta se meteu também no meio daquele simples povo, mudando a estrutura, perturbando e trazendo coisas estranhas e mudou completamente a paz, a tranqüilidade e a segurança moral e social daquela cidade. Alguns se levantaram contra aquela mudança, pois viam que os jovens estavam se corrompendo e o ambiente da cidade não era mais o mesmo, foram ridicularizados, perseguidos e vilipendiados, convidados até mesmo a deixarem a cidade que amavam, onde tinham nascido, vivido, agora eram expulsos. Assim, aquela cidade se tornou grande e notória, mas a vida já não era mais a mesma; violência, roubos enganos mentiras e mortes eram uma constante, os jovens tornaram-se liberais e descomprometidos com a moral, agora havia gangues prontas a disputar com outras cidades, perturbando e influenciando as cidades adjacentes.
A exemplo dessa cidade vemos os aproveitadores eclesiásticos que, vendo um grande campo de prosperidade financeira, empresarial e posição de destaque na Igreja do Senhor Jesus não titubearam, entraram no arraial evangélico e encontraram um povo simples e trouxeram outro espírito, o de avareza, vanglória e competitividade, imitando os grandes movimentos que há no mundo.
E com isso estão cada vez mais mudando a estrutura santa e justa que há no Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo
Aquela simplicidade, temor a Deus e comportamento santo que alguns conservam, agora é motivo de perseguição e galhofa. A “visão” desses lideres está muito além da de Cristo, porque a sua palavra, seus métodos arrojados não são compatíveis com as de Cristo; são de outro, cristo de outro evangelho e de outro espírito que estão mobilizando as massas.
(2 Co 11.4 ; Rm 16.17,18)
A sistematização dos cultos, as ofertas voluntárias e os dízimos são coisas ultrapassadas, agora o “quente” são as ofertas milionárias, já que o Evangelho no Brasil está alcançando os empresários, artistas, profissionais liberais, esportistas; já, as ofertas simples, de simples homens e mulheres de Deus, são coisas de menos importância, como também são de menos importância o comportamento e o temor a Deus, uma vida casta e separada do mundo é coisa do passado; você é livre para fazer o que quiser, você não é obrigado a se submeter a normas nenhuma. “Se o Filho vos libertar verdadeiramente sereis livres.” É o que afirmam. São livres até mesmo do jugo de Jesus. “Tomai sobre vos o meu jugo” (Mt 11. 29)
Tendo a liberdade de agir como querem (pois o povo é seu) introduzem no seu meio todo tipo de heresias, aberrações doutrinarias e até mesmo jocosas. Os que em nosso meio almejam esse tipo de liberdade (não conformados com a simplicidade do Evangelho) e os que vivem já nesses movimentos frenético de liberalidade estão encontrando uma porta aberta para realizar o seu desejo carnal nessas novas comunidades que se dizem evangélicas, porque um abismo sempre chama outro abismo e como Paulo ensina: “Aqueles que não deram valor à verdade para se salvar, o próprio Deus lhes envia o espírito do erro para que creiam na mentira, porque não se submeteram nem amaram nem atentaram para a verdade”. (2 TS 2 11)
Os verdadeiros líderes do Senhor, homens que têm o compromisso com a verdade, sofrem pelo rebanho, se esforçam por apresentar uma noiva sem mancha nem ruga, que ensinam a Palavra o temor a Deus, a sã doutrina; porque querem o aperfeiçoamento dos santos (Ef 5.27; Cl 1.28,29). Velam por uma igreja simples, onde o Espírito Santo tem liberdade de falar, alegrar no espírito, avivar, santificar e preparar para o grande Dia do arrebatamento. Que não somente ensinam a Palavra, mas também corrigem os desordenados e desobedientes (TT 1.7-16)
Muitos não querem mais ter o trabalho de corrigir e repreender. “A minha responsabilidade é ensinar do púlpito, mas cada um viva como quiser”. E para que o Senhor o colocou como pastor? Não foi para levar as suas ovelhas a pastos verdejantes? Para que o Senhor nos deu o cajado e a vara? Alguns são privados de usar esses instrumentos pastorais porque o seu superior já determinou que é proibido proibir. São pastores sem aprisco, não sabem ou não querem guardar as suas ovelhas e elas andam e pastam onde querem, mas não sabem o que querem, porque são ovelhas, e o dever do pastor é apascentá-las e alguns só querem saber da “lã”que elas produzem e outros até devoram as suas carnes gulosamente. (Jr 2 3)
Mas a igreja do Senhor segue caminhado e: Todavia o fundamento de Deus fica firme, tendo este selo: O Senhor conhece os que são seus, e qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da iniqüidade. (2Tm 2.19)
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Pastor José Edson
Presidente do Conselho de Pastores de Barra Mansa – Copebam
Pastor da Assembléia de Deus no Ano Bom
Avenida Presidente Kennedy, 1.502 – Tel 33235288 |
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