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A PRIMEIRA DE MUITAS NOITES NA CADEIA

Acordei esta noite e fazia frio; meus pés estavam gelados. No mesmo instante minha mente se transportou para a família Nardone. Como estão agora na sua primeira noite na cadeia, solitários, ambiente diferente, a cama já não fofinha e quentinha a dois. As piadas dos outros detentos no meio da noite. Onde está a menininha. Não me batam...! Não me machuquem...! Nós vamos fazer com você o que fizeram com a menininha Isabella.

Somente esta mudança de ambiente e tortura psicológica produz um grande sofrimento. Quando irão outra vez passear no shopping, comer pipocas, ver vitrine, comprar aquilo que querem? Quando vão ter o prazer de dirigir seu carro, viajar, abraçar por todo tempo seus filhos? Se foram eles realmente os culpados, essa pergunta deve estar na mente de Ana Carolina. Eu não devia ter espancado no carro a menina até feri-la. Nós não devíamos ter projetado aquela fuga sinistra para desviar-nos daquele mal que cometi no carro.

E Alexandre? Eu não devia ter me sujeitado a minha mulher em atender a sua maldade com minha filha. Eu devia ter sido mais homem, afinal, era a minha filha e não dela. Eu já não estou agüentando mais, vou confessar todos os detalhes do que fizemos; o sofrimento interior por não confessar está me martirizando. Até quando vou viver escondido por trás dessa falsa declaração?

O Brasil todo acompanhou o drama da família Nardone; o trabalho da perícia, as evidências, a entrevista na TV e o fungado do Alexandre fingindo chorar. Qual foi o pivô de tudo isso? O que levou essa família a usar de tanta maldade com a indefesa e inocente criança?

Primeiro o que podemos ver é a falta de amor. Jesus disse que por se multiplicar a iniqüidade (o pecado), o amor de muitos esfriará. Outra coisa, isso também é fruto de uma família desestruturada, a verdadeira mãe não estava com sua filhinha, era uma madrasta e os meio-irmãozinhos que eram os mais preferidos. Isabella era agora uma intrusa na família, suas atitudes de criança já não eram tão toleradas.

Ah, quantos cônjuges não querem ter paciência e mais amor um pelo outro, não se esforçam por permanecer no lar com seus filhos e esposa, por qualquer motivo banal preferem uma nova aventura, uma mulher ou homem mais esbeltos? Logo pensam em divórcio; não dá pra agüentar mais, meu amor já esfriou; com o tempo ela ficou feia, gorda; ele está chato, já estou cansada de trabalhar e me preocupar com a minha casa (mas anos atrás estavam diante do altar, felizes, sorridentes, prometendo fidelidade e união até que a morte os separasse).

Com isso vem a drástica conseqüência e a corda rebenta nos mais fracos, os filhos, vítimas de intolerância, vaidade, egoísmo e prepotência.

Mas a família que tem Jesus Cristo no seu lar, certamente terá também a paz, a sabedoria e o amor de Deus em seus corações. E se quisermos aprender e ver o retrato de uma família estruturada e feliz, devemos ver o que diz o Salmos 128.

O pai de família é bem-aventurado porque teme a Deus (é comedido e seguro em suas ações). Não vive da preguiça (não vive da dependência e de enganar os outros). Ocupa o seu coração com a felicidade e alegria (não guarda rancor nem ira nem violência no seu coração). A sua mulher será como videira frutífera ao lado da sua casa (não como algumas mulheres, que ao invés de ser videira, são abrolhos e espinhos). Os seus filhos ao redor da sua mesa são como planta de oliveira (não ao redor da TV sorvendo a imoralidade, violência e todas as más notícias do mundo, tornando-se trepadeiras no lugar de oliveira). O Senhor Deus abençoará o homem que ordena bem a sua vida e o seu lar. Fará que eles contemplem seus netos com felicidade e certamente com a sua contribuição terá paz e prosperidade no seu país.

Pastor José Edson
Presidente do Conselho de Pastores de Barra Mansa – Copebam
Pastor da Assembléia de Deus no Ano Bom
Avenida Presidente Kennedy, 1.502 – Tel 33235288

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