Renato comemora mais uma conquista para a categoria |
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BARRA MANSA
O Sindicato dos Metalúrgicos conseguiu mais uma vitória. Essas foram as palavras do presidente da entidade, Renato Soares, ao comentar a conquista do adicional de periculosidade dos trabalhadores da Saint Gobain.
A partir do dia 1º de outubro, os eletricistas, técnicos em eletricidade, técnico de instrumentação e supervisores da empresa vão receber o adicional. “São cerca de 50 funcionários dessas categorias a receberem 30% sobre os salários. São trabalhadores que atuam em condições de perigo”, explica Renato, contando que a conquista foi após um acordo com a Saint Gobain. “Tivemos uma reunião com o pessoal da área de Recursos Humanos da empresa e fechamos o acordo. É uma reivindicação de muitos anos dos metalúrgicos”, diz.
O presidente do sindicato lembra ainda que a empresa, assim como a Siderúrgica Barra Mansa (SBM), nunca pagou o adicional. “Conseguimos que até os que a empresa entendia que não teriam direito a receber os 30% recebessem. Foi uma negociação tranqüila. Há algum tempo estamos conversando até chegar a este acordo”, conta. Ele salienta que assim que o acordo foi fechado os trabalhadores foram informados com um boletim distribuído na porta da empresa.
PASSIVO
O próximo passo, diz Renato, é lutar sobre a questão do passivo e do recebimento das horas do turno. Ele explica que a empresa alega que tem um laudo técnico assegurando que os trabalhadores não têm direito ao passivo. “Vamos convocá-los para uma assembléia e sugerir uma ação coletiva para buscar na Justiça o passivo retroativo a cinco anos”, diz, ressaltando que com relação ao pagamento do turno tentará ainda o diálogo. “A empresa diz que conseguiu uma autorização da Delegacia Regional do Trabalho (DRT) para que os trabalhadores tirassem meia hora de refeição. Entendemos que isso não pode ser negociado. Por questões de alimentação e descanso, tem que ser uma hora”, observa Soares, adicionando que esse horário de uma hora de refeição já acontece na empresa há mais de um ano, bastando agora o pagamento do tempo em que os trabalhadores tiravam apenas meia hora.
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