Hoje, pela manhã, ao lermod uma nota da Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Barra Mansa, com o título Com a sensação do dever cumprido... nos, da redação, ficamos pasmos, tristes e envergonhados de agora em diante não podermos mais conviver com Ricardo Nascimento na CCS da cidade.
Esses sentimentos se devem a um só motivo. Um grande profissional que a conturbada assessoria de imprensa de Barra Mansa perde. Após a saída de Paulo Sales, Gustavo Henrique de Souza e Janira, a CCS estava perdida no meio político e técnico do jornalismo.
Esse problema foi solucionado. Mas, para aqueles que esqueceram, Ricardo foi o responsável por equalizar técnica e política, e fez de forma esplêndida. Lógico que não foi sozinho, e outras pessoas também merecem esse mérito.
Ricardo foi, acima de tudo, atencioso nesses dois anos em que convivemos. Melhor, foi hiperatencioso. Esteve sempre disposto a procurar, saber, informar a todos.
Ricardo foi, acima de tudo, ético. Em nenhum momento privilegiou esse ou aquele órgão, pelo contrário, juntos resgatamos um contato perdido entre jornal e assessoria.
Ricardo foi, acima de tudo, amigo. Nunca, por pior que fosse a reclamação, deixou de atender de bom humor e com aquele sorriso no rosto.
Ricardo foi, acima de tudo, homem. Suas palavras e notas enviadas aos órgãos de comunicação em nenhum momento deixaram dúvidas. Sempre verdadeiras, verídicas, assim foram suas apurações.
Ricardo foi, acima de tudo, jornalista. Não importava a hora nem mesmo o lugar. Estava sempre aberto a conversar e, principalmente, informar: fator imprescindível para ser um bom jornalista.
Hoje, com sua saída, somos nós que perdemos. Mas quem perde mais é a Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Barra Mansa.
Tomara que aqueles que ficaram continuem com o mesmo pensamento daquele que os liderou durante esses dois anos. Ética, honestidade e jornalismo.
E para aqueles que não concordavam com seus pensamentos e forma de trabalhar, que tirem dessa ação inusitada, impensada e errônea uma lição. Nem sempre nossas opiniões estão certas. Mas, existe sim, uma diferença muito grande entre política e jornalismo.
Em sua nota, encaminhada à mídia, ele diz: “Creio que muitos irão ler essa carta, mas, acreditem, são direcionadas aos homens de bem. Apenas a eles. Se você é um deles, ela foi escrita especialmente para você. Escrevo para os corajosos, para aqueles que não se escondem na falsidade e têm por objetivo de vida o altruísmo e a coragem. De pouco adiantaria me dirigir àqueles que preferem o anonimato em troca de alguns trocados”. O que nos remete a uma única conclusão. Até na hora de sua saída ele se importou em fazer o melhor.
E ao contrário do que coloca na nota, Ricardo, não deve desculpas. Realmente somos vítimas da imperfeição humana. Mas a diferença de pessoas como ele para outras é: “Não abrir mão da hombridade, da preservação do caráter e, por minha mãe ter sempre me ensinado a não ter inveja daqueles que estão ao meu lado, espero ter me feito entender: busquei proteger a minha equipe enquanto estive à frente dela” (trecho de sua carta).
E talvez esses tenham sido os motivos de sua saída da CCS. Mas, certo de seu profissionalismo, sabemos que em poucos dias estará novamente em nosso meio profissional.
Da mesma forma que ele terminou sua carta, terminamos este editorial, com a frase do saudoso Darci Ribeiro: “Perdi a maioria das batalhas que tive de enfrentar, mas podem acreditar: nunca tive a vontade de estar no lugar daqueles que, supostamente, acharam ter vencido”.
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