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RIO - O tradicional “Vai Thiago”, iniciado pela mãe do atleta, Rose Vilela, já se tornou o grito de todo o país. O atleta Thiago Pereira conquistou suas duas primeiras medalhas de ouro, ontem, com o apoio da torcida no Parque Aquático Maria Lenk, no sexto dia de competições pelos Jogos Pan-Americanos.
Em Volta Redonda, cerca de 1.100 pessoas torceram pelo atleta no Cinema 9 de Abril, na Vila Santa Cecília. Thiago conquistou a primeira medalha de ouro para a natação na prova de 400 medley. O atleta liderou toda a prova e alcançou ainda o recorde, com 4m11s14, conquistado anteriormente por Gustavo Borges, com 4m15s52. Não satisfeito, Thiago disputou o revezamento 4 x 200 metros livre e ajudou o Brasil a conquistar a segunda medalha na prova. Pela prova também nadaram Rodrigo Castro, Lucas Salatta e Nicolas Oliveira, com o tempo de 7m12s27.
Thiago declarou que não poderia ter sido melhor, pelo fato de conseguir duas vitórias e dois recordes. O nadador disse ainda que está muito confiante, pois se considera bem mais preparado para nadar. Porém, deixou claro que está com a cabeça no lugar, pois ainda terá provas difíceis pela frente.
Na arquibancada, Rose perdeu a voz de tanto torcer e incentivar o filho. Porém garantiu que hoje estará nova em folha para ajudá-lo a conquistar mais medalhas. Rose ainda revelou que Thiago trabalhou muito para isso e que está muito feliz, principalmente por ter superado o recorde Pan-Americano em quatro segundos. Thiago disputa hoje nas modalidades de 200 medley e costas.
Alguns resultados do Brasil
Ontem foi o melhor dia do Brasil nos jogos. O país conquistou seis medalhas de ouro. A primeira e segunda foram pela natação, nos 400 medley e no revezamento 4 x 200 livre. Depois as conquistas foram pela ginástica artística, com o atleta Diego Hipólito, conquistando o ouro no salto e solo masculino. A próxima veio com a ginasta Jade Barbosa, no salto feminino e a última, não esperada, foi conquistada por Mosiah Rodrigues, na barra fixa masculina.
Direto do Pan
Problemas com ingressos dificultam a vida dos voluntários
RIO - Muitos torcedores têm tido dificuldades para assistir aos jogos do Pan-Americano, devido a problemas com os ingressos vendidos. E é nessas horas que os voluntários têm que mostrar serviço. O pastor e professor Paulo César Campos Lopes do Valle, 39 anos, tem sentido na pele esse problema. Ele é voluntário no Estádio João Havelange e atua na parte de apoio ao público.
Paulo conta como é o procedimento nesses casos. “Nós temos que alocar os espectadores em outros lugares, devido ao número dos assentos nos ingressos. Porém, muitos não aceitam trocar de lugar e acabam nos insultando. Eu mesmo já precisei pedir apoio à Força Nacional para resolver algumas questões desse tipo”, relata, contando ainda que a organização poderia ser melhor. “Para o público está muito bem organizado. Nós, nos bastidores, que percebemos que poderia ser melhor, com mais organização interna”.
O professor explica que quando tem jogos do Brasil a situação é mais complicada, por causa do grande número de pessoas e ainda dá uma dica. “Devido à rigidez da segurança, os espectadores têm que passar por detectores de metais e outros aparelhos de segurança para entrar no estádio e isso têm levado um certo tempo. Por isso pedimos aos espectadores chegarem mais cedo para que não percam o início dos jogos, como já aconteceu algumas vezes”, aconselha.
O pastor faz questão de frisar que o clima nos jogos está muito bom. “Tem sido bem cansativo, mas muito gratificante. É muito legal, tenho feito muitas amizades. E ainda tenho aproveitado para compartilhar o Evangelho”, conta. Ele ressalta ainda que os voluntários têm se dedicado bastante aos jogos. “A participação dos voluntários tem sido muito boa. A briga aqui é para trabalhar. Por causa de escalas temos algumas folgas. Nelas, nós optamos por trabalhar e ajudar nos jogos”. |