Presos responderão pelo crime de tortura. Antônio vai responder em liberdade |
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BARRA MANSA
Uma investigação de policiais da 90ª DP do município, a respeito das agressões e torturas sofridas pela empregada doméstica Eliane de Carvalho Pereira, em junho do ano passado, terminou na prisão dos três acusados do crime: Marco Antônio Loureiro Rodrigues, 42 anos, Thiago da Silva Gama, conhecido como Guerreiro, 23 anos, e Antônio Cocenas Rodrigues Bicho, 74, pai de Marco Antônio. As prisões aconteceram em cumprimento a um mandado de prisão expedido pelo juiz da 2ª Vara Criminal da cidade. As prisões aconteceram na noite de quarta-feira.
O delegado da 90ª DP, Marcus Henrique de Oliveira Alves, declarou que a investigação está sendo feita desde o crime, e que o pedido de prisão foi feito após a conclusão dos laudos. “Esperamos os resultados dos laudos do IML (Instituto Médico Legal) e do ICCE (Instituto de Criminalística Carlos Éboli), que fez a perícia do veículo apreendido com os suspeitos. O pedido de prisão foi feito no dia 20 de agosto”, falou o delegado, ressaltando que foi feito pedido para as prisões do Thiago e do Marco Antônio, tendo o Ministério Público expedido o mandado também para Antônio Cocenas, que foi solto e responderá o processo em liberdade.
Os dois presos foram levados na tarde de ontem para a Casa de Custódia, em Volta Redonda. Marcus Henrique disse que eles responderão por crimes de tortura, que é considerado hediondo, e podem pegar entre 4 a 10 anos de prisão.
CASO
Eliane contou que foi agredida, torturada e ameaçada, na noite do dia 12 de junho de 2007, nos bairros Vila Delgado e Ano Bom, por Marco Antônio Loureiro Rodrigues, 42 anos, Thiago da Silva Gama, 22 anos, e mais alguns homens da Vila Delgado. Os acusados diziam suspeitar que a empregada doméstica tivesse furtado R$ 2 mil da casa de Antônio Cocenas, e queriam saber onde ele estava. Eliana disse na ocasião que vários homens bateram nelas com pedaços de vassoura, e que Thiago chegou a dar um tiro próximo a seu pé. Ao A VOZ DA CIDADE do dia 14 de junho de 2007, Eliana disse que Thiago foi até a casa de sua mãe para procurar o dinheiro, mas nada encontrou. “Eu mesma mandei que ele revistasse minha casa para ver que não havia dinheiro algum. Minha filha não roubou nada”, desabafou Maria Lucia. Após ser solta, Eliana foi levada a Santa Casa com ferimentos no rosto, na perna, glúteo e braço.
Os policiais militares Pinho e Calixto disseram na época do caso, que receberam uma denúncia anônima e, quando chegaram ao local, um veículo tentou fugir. Ao se aproximarem viram a jovem machucada. O carro em que eles estavam também foi levado para a delegacia, e estava com a placa amassada, sem ser possível identificá-la.
MARCO ANTÔNIO
Em entrevista ao A VOZ DA CIDADE, na edição do dia 15, Marco Antônio, negou as acusações de agressão, mas confirmou ter estado com Eliane em busca do dinheiro. Com relação ao amassado na placa do carro, que era de sua propriedade, ele preferiu não falar. “Não fui eu quem as amassou, nem ninguém que estava no carro”, disse.
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