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VALENÇA
Policiais civis prenderam quarta-feira uma mulher acusada de matar o próprio filho. Após meses de investigações foi expedido contra ela um mandado de prisão preventiva. Jaqueline Cotrim de Souza, 35 anos, é acusada de assassinar o próprio filho, de um ano e três meses, no dia 13 de junho. Ela foi presa por volta das 20h30min, por inspetores da 91ª Delegacia de Polícia, de Valença, quando assistia a uma aula na faculdade de enfermagem.
De acordo com o delegado titular, Bruno Gilaberte Freitas, as investigações duraram três meses, porém a polícia já desconfiava da mãe. “No dia em que a criança morreu, ela estava muito calma, não expressava qualquer reação, tudo que ela queria era ir para a faculdade, pois segundo ela tinha que pagar uma conta na cantina”, diz o delegado.
Outra questão que chamou a atenção do delegado foi o fato de Jaqueline ter dito que o filho tinha falecido por causa de uma gripe, mas o laudo médico atestou que o motivo do óbito foi um traumatismo crânio-encefálico (TCE).
Segundo o delegado, o médico que atendeu a criança foi ouvido, para saber se o TCE poderia ter sido causado por um tombo, mas ele afirmou que a lesão foi causada por uma agressão. “O comportamento de Jaqueline é muito estranho, ela alterna momentos de calma com explosões de raiva. Acredito que em uma dessas explosões a acusada usou um objeto para espancar a criança”, observa o delegado Bruno Freitas.
Após as investigações, o inquérito foi totalmente concluído pelo delegado, que além de indiciar Jaqueline representou pela prisão preventiva dela. A representação foi aceita pelo Ministério Público e deferida pelo juiz criminal da Comarca de Valença, Cláudio Gonçalves.
Jaqueline nega ter assassinato o filho. Ontem, ela foi transferida para uma unidade da Polinter em Mesquita, onde ficará à disposição da Justiça.
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