Habitação é um ponto bastante tratado em época de eleição. O A VOZ DA CIDADE apresenta nesta semana essa discussão. Os candidatos a prefeito de Volta Redonda têm a oportunidade de falar sobre esse tema. Todos tiveram a chance de expor suas idéias em um texto de até 25 linhas.
E então, candidato(a), moradia é prioridade atualmente em sua cidade?
VOLTA REDONDA
CIDA DIOGO
“Nos últimos anos, a política de habitação de nosso município foi deixada para segundo plano, significando aumento nas moradias em áreas de posse. Nos últimos governos, mais precisamente em 1996, o candidato que hoje representa a prefeitura, na época prometeu construir 50 casas populares por mês. Se fossemos fazer as contas hoje, ao fim de 12 anos de governo do mesmo grupo político, a população de Volta Redonda deveria ter recebido mais de sete mil casas, o que não ocorreu. Precisamos fazer um levantamento nas áreas de risco do nosso município, refazer o Plano Diretor e retomar a política de habitação, uma política que seja viável e honesta, sem fazer promessas. Vamos ao governo federal garantir com o presidente Lula investimentos nesta área, e ao governador Sérgio Cabral parceria com a Cehab - Companhia Estadual de Habitação. Algumas de nossas propostas de habitação: fazer auditória na Cohab-VR, e fazer com que ela possa trabalhar na direção certa, na construção de uma política habitacional; investir mais no Furban, e direcioná-lo a atender de fato as áreas de posse de nosso município; revisão do Plano Diretor, com a efetiva participação da sociedade civil; oferta de lotes urbanizados para ocupação imediata por famílias de baixa renda com utilização de mão de obra de cooperativas; buscar apoio do governo federal (Caixa Econômica Federal) para que o município possa retomar a condição de empreendedor na área de construção de casas populares; oferecer à mulher trabalhadora 30% das habitações construídas.”
Cida Diogo é candidata à prefeita pelo PT – Coligação Volta Redonda Merece Muito Mais
Dodora
“O Psol acredita e luta pela moradia como direito social tal como Saúde, Educação e outros componentes da dignidade humana, entendendo que direito social não é mercadoria sujeita à compra e venda. Direito social é direito do povo, e direito do povo é obrigação do Estado. São milhões sem moradia no país, e destes, 80% estão na faixa de zero a três salários mínimos de renda. Por outro lado, são milhões de unidades abandonadas públicas e privadas, assim como imensos vazios urbanos e não tem sido aplicado o Estatuto da Cidade. O Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social, luta histórica do povo, continua esvaziado pelo contigenciamento do orçamento e pela opção de classe do governo. O Sistema Nacional de Habitação de interesse social não avança pelo comprometimento do Poder Público com o capital imobiliário e com a indústria da construção civil. O PSOL sabe que a luta não é pouca e se compromete em: colocar o governo municipal ao lado dos que lutam por reforma urbana; discutir a adequação do Fundo Comunitário Municipal ao Sistema Nacional de Habitação de Interesse Social em linha direta com o fundo nacional e com o fundo estadual; cumprir o Estatuto da Cidade, especialmente no que diz respeito à participação do povo e à função social da propriedade; combater a especulação imobiliária dentro e fora do Poder Público; estabelecer meta no Plano Plurianual e na Lei de Diretriz Orçamentária dando garantia de moradia para a população de zero a três salários mínimos, através de um plano municipal de habitação destinando para tanto 2% do orçamento anual, para este fim; fazer a radiografia habitacional de Volta Redonda, uma vez que estes dados inexistem.”
Maria das Dores Pereira Mota é candidata a prefeita pelo Psol – Coligação Frente Volta Redonda Socialista
Granato
“Infelizmente, todos temos sentido que há 12 anos, moradia não é prioridade deste governo. O problema começa pela própria política pública praticada atualmente. Volta Redonda tem uma Companhia Habitacional (Cohab) que há vários anos não constrói casas populares – o último conjunto foi o Santa Cruz, construído em 1984. As demais unidades foram destinadas a servidores municipais, como o conjunto São Sebastião. O próprio prefeito, ao anunciar a liberação de recursos do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) para a construção de casas para a população carente, revelou que a Cohab passará a ter em sua carteira mais de dez mil unidades habitacionais construídas. Esse número, para uma cidade com mais de 270 mil habitantes, onde uma grande parcela ainda vive de aluguel, e para uma companhia criada há mais de 50 anos, é muito modesto. Sabemos que este governo vem construindo algumas unidades destinadas à população de áreas de risco, mas este número ainda está longe de resolver nosso déficit habitacional. Construir casas para moradores de áreas de risco é necessário, pois eles merecem morar com dignidade e segurança. Mas é preciso acelerar o processo para que o restante da população, que sonha em ter sua casa própria também possa ser alcançado. Minhas metas para esta área são: construir dez mil casas populares em quatro anos; correção e modernização do Plano Diretor; revisão tributária para um IPTU mais justo; cuidar e concluir a urbanização de áreas de posse que ainda sofrem com esgoto a céu aberto e lama quando ocorrem chuvas; desassoreamento dos córregos e rios que cortam a Vila Santa Cecília e transbordam em ocasiões de chuva; melhorar a rede de captação de águas pluviais; investir em tratamento de esgoto.”
Washington Tadeu Granato é candidato a prefeito pelo PDT – Coligação Unidos pela Esperança
Neto
“Toda cidade em crescimento, como é o caso de Volta Redonda, precisa de investimento nesta área. Nós tivemos a oportunidade de realizar um trabalho pioneiro na área habitacional, lançando as Vilas da Cidadania, que beneficiaram milhares de pessoas. É um projeto que deu tão certo que se tornou referência em todo o país, sendo sempre aprovado pela Caixa Econômica Federal e pelo Governo do Estado. Nesse projeto, nós incluímos as pessoas nos próprios bairros já existentes em Volta Redonda. É, sem dúvida, um dos trabalhos mais completos de inclusão social, no sentido literal desta expressão. As casas construídas pela prefeitura de Volta Redonda dão mais dignidade e tranqüilidade às famílias beneficiadas.
Como primeiro objetivo, temos de tirar todas as pessoas das áreas de risco. É uma proposta ambiciosa, pois nossa cidade não pára de crescer. Mas esta tem de ser a meta da nossa equipe. Em seguida, vamos estender o alcance para as demais famílias carentes que precisem de um lar. Nosso plano é aumentar os convênios com a Caixa, aproveitar o PAC e construir o maior número de casas populares possíveis. É preciso ressaltar que foi essa experiência que me levou a comandar a Cehab (Companhia Estadual de Habitação), onde conseguimos implantar o modelo e o conceito de Volta Redonda em todo o Estado do Rio. Aliás, o Governo do Estado também pretende apoiar nossa cidade, desde que sejam apresentados projetos viáveis e confiáveis. Nós temos a experiência, a confiança e os melhores projetos para a área de habitação de Volta Redonda.”
Antônio Francisco Neto é candidato a prefeito pelo PMDB – Coligação Apaixonados por Volta Redonda
ZOINHO
“Nossa cidade tem um déficit habitacional considerável e já necessita de novos conjuntos habitacionais que possam retirar de áreas de risco ou mesmo sem estrutura básica, diversas famílias. Em nosso governo, atingiremos a meta da construção de, no mínimo, quatro mil casas populares, através de convênios com o Governo do Estado e o governo federal. Desta forma, a habitação cumpre seu papel de permitir que famílias que hoje se encontram em áreas de risco, ou mesmo aquelas que vivem em locais sem a mínima estrutura básica seu direito de morar dignamente. Isto significa que o bairro tem que oferecer lazer, água, esgoto, pavimentação, áreas verdes. Não é nenhum sonho inatingível, é só cumprir a Constituição, oferecendo mais qualidade de vida. Para nós, o contato direto com a população dos diversos bairros, através das entidades, associações de moradores, vai apontar a localização dos conjuntos que abrigarão as quatro mil casas. Sempre que se fala em construção estaremos falando também em desenvolvimento e geração de emprego e renda. Com a construção são gerados empregos e estes postos de trabalho podem ser ocupados exatamente pelos moradores das casas que serão retiradas dos locais de risco, e que estiverem desempregados. A participação popular será importante tanto na decisão sobre os locais das construções, como na oferta de mão de obra. Além disso, pretendemos garantir condições de moradia decentes e seguras a moradores de diversas áreas, de posse ou não, reformando um grande número de residências e oferecendo melhor qualidade de vida a voltarredondenses de todas as idades.”
Jorge de Oliveira é candidato a prefeito pelo PTdoB – Coligação Frente Independente Popular
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