O Ministério da Saúde contratou, ontem, os primeiros 100 profissionais de saúde do total de 661 que serão recrutados para atuar nos leitos destinados ao atendimento à dengue nos hospitais federais do Rio de Janeiro. Os profissionais começaram a reforçar as equipes das unidades do Andaraí, Bonsucesso, Ipanema, Lagoa e Jacarepaguá. O objetivo é que até a próxima semana todas as vagas sejam preenchidas e os profissionais trabalhando.
, mais 70 estarão se apresentando para o trabalho. São médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, técnicos de laboratório e administrativos que integram o banco de Recursos Humanos remanescentes dos contratos temporários do Ministério da Saúde.
O Departamento de Gestão Hospitalar junto a técnicos do programa Humanizasus, do Ministério da Saúde, reuniram-se nesta tarde com os diretores de hospitais para elaborar a padronização dos protocolos específicos para as portas de entrada e classificação de risco, com a finalidade de agilizar o fluxo das emergências. A reunião é uma das medidas específicas para o atendimento à dengue. Até o final desta semana, o governo federal distribuirá para toda a rede de assistência do município e da Baixada Fluminense, mais de 250 mil cartões de acompanhamento de pacientes com dengue. Os cartões reúnem informações sobre a evolução da doença. Dessa maneira, cada vez que o paciente tiver a necessidade de retornar ao serviço de saúde, o médico terá condições de avaliar a doença, garantindo o atendimento necessário e adequado.
Moradores das áreas de infestação receberão ligações do serviço de telemarketing do Ministério da Saúde que alertarão sobre os sintomas da doença, além de informar sobre a situação de infestação e como combater o vetor da doença. O Ministério da Saúde também reforçará o serviço de tele-dengue da Secretaria Municipal do Rio de Janeiro, para que a população tenha acesso a informações até nos finais de semana.
Em conjunto com os 1.200 bombeiros que já atuam na cidade identificando focos de infestação e cobrindo caixas d’água, o governo federal treinará, nesta semana, mais 300 agentes de endemias da Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Os agentes atuarão no combate ao mosquito adulto com fumacê, nas áreas de grande infestação. Serão destinados, ao município do Rio, mais 15 veículos, com capacidade de cobrir de 80 a 100 quarteirões por dia, cada um, também realizando o trabalho de pulverização de inseticida.
Ainda nesta semana, será realizada uma reunião com representantes do Ministério da Defesa que definirá a quantidade de militares que poderão atuar junto com os agentes de endemias da Funasa e do Corpo de Bombeiros, além de quantificar o número de tendas necessárias para o atendimento ambulatorial de pacientes e os recursos humanos especializados para o trabalho.
O Ministério da Saúde usará o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) do Rio de Janeiro, para monitorar e avaliar diariamente a evolução da epidemia. Esse controle permitirá a implementação das medidas necessárias e identificará as áreas prioritárias para atuação conjunta das esferas de governo. |