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BARRA MANSA
Pinturas, esculturas e instalação, em forma de crítica à falta de respeito com a biodiversidade brasileira e destruição da ecologia. O trabalho do artista plástico Silvio Fernandes, Formas Informais, no Ponto de Ação Cultural (PAC), termina amanhã. A entrada é gratuita.
Segundo Silvio, 65 anos, a exposição mistura obras modernas e contemporâneas, sempre com o foco ambiental. “Em uma instalação tem a figura de um réptil, que é um dos animais mais sensíveis às mudanças do meio ambiente. Os novelos simbolizam o excesso de burocracia no país que possibilita esse desrespeito à natureza. Já o prato vazio é o resultado da falta de cuidado com o meio ambiente, gerando a fome. São vários elementos que fazem um alerta ambiental”, explica, acrescentando que o ser humano tem duas faces: a do cotidiano e a que destrói a natureza para manter a rotina urbana de consumo.
Outras figuras de destaque da exposição são as esculturas de corujas. “As corujas são símbolos mitológicos gregos que simbolizam inteligência. E no caso precisamos de inteligência para perceber as agressões à natureza. Precisamos nos organizar”, observa.
O artista, em 1992, abriu uma galeria de arte e teve início o contato mais profundo com a pintura. “Comecei como autodidata e depois me aperfeiçoei em cursos com professores como Ronaldo Auad, Damatta e Padre Silva. Consegui uma base e fui desenvolvendo meu trabalho”, conta.
Entre exposições foram 52 participações em coletivas e nove individuais. Ganhou o prêmio 28º Batalhão da Polícia Militar e Escultura em Volta Redonda; Medalha de ouro Escultura 4, Salão de Inverno de Artes Plásticas de Volta Redonda, entre outros.
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