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O Grêmio Barrramansense de Letras (Grebal) é uma casa segundo seus membros, de poesias, contos, crônicas, prosa e histórias. Uma casa de Letras que orgulha a população barramansense e se traduz em nomes ilustres. Para marcar as comemorações dos seus 33 anos, foi organizada na noite da última sexta-feira uma reunião especial, quando ocorreu o lançamento do livro Poetando IV, composto dos dez melhores trabalhos poéticos enviados para seu concurso, vindos de todo o País. E também foi entregue a Medalha de Mérito Literário Olavo Bilac, ao poeta Menulfo Nery Bezerra.
Criado no dia 6 de março de 1975, na sede da Associação Comercial, Industrial e Agropastoril de Barra Mansa (Aciap-BM), o Grebal vem contribuindo para a cultura na região. Segundo seu presidente, J. M. do Lago Leal, o grêmio atravessou tempos difíceis, mas a atuação de pessoas como Francisco Nogueira, fundador e primeiro presidente, da professora Eliette Ferreira e, mais recentemente, da professora Matilde Diniz Lacerda, foram fundamentais para as muitas conquistas. “Outros nomes poderiam ser citados, como de José Lourenço, Paulo Rocha, José Fleming, Menulfo Nery Bezerra, José Gentil Filho, Alan Carlos Rocha e muitos outros, que, infelizmente, não daria para dizer em apenas uma hora”, diz Leal, lembrando que José Regnier Amarante comprou, com outros, a Fazenda Paraíso e doou a ele toda a biblioteca da fazenda, para fazer parte do acervo do Grebal.
J. M. do Lago Leal destaca também que foi graças à inteligência e ao dinamismo de Francisco Nogueira que o sonho de nascer o Grebal foi possível. “Francisco Nogueira vendeu grande parte dos livros recebidos, a maioria em Francês, para livrarias do Rio de Janeiro, e com o dinheiro dessa venda começou o Grebal”, afirma, completando que Sebastião de Paula Coutinho doou um terreno para o Grebal. O presidente revela também que a prefeitura foi grande benfeitora do Grebal, inicialmente sob a chefia do triprefeito, Luiz Amaral e, posteriormente, sob a chefia do grande amigo Marcelo Drable, que doou o terreno onde se localizam a sede do grêmio e um supermercado, atualmente o Beira Rio, sendo que as construções ficaram a cargo de particulares.
Na gestão do prefeito Dr. Ismael Silva, a Câmara Municipal homologou a Concessão de Uso Real, da lavra do também grebalista Jamil Riskala.
SOLENIDADE
O evento começou com assembléia presidida por Alan Carlos Rocha, secretariada por José Carlos Franco Faria, e as contas foram apresentadas pelo tesoureiro, Salathiel Morgado J, sendo aprovadas. Compuseram a mesa o presidente do Grebal, J. M. do Lago Leal, a presidente da Academia Barramansense de Letras (ABL), professora Matilde Diniz Lacerda, o Diretor de Promoções, Alan Carlos Rocha, historiador, representando a Academia Barramansense de História, José Carlos Franco Faria, membro do Grebal e da ABH, Academia Barramansense de História, ex-prefeito e ex-deputado federal, professor Moacyr Arthur Chiesse, poeta Jean Carllo, médico, grebalista e escritor Camilo Marassi Leijoto, Ênio Eduardo Guedes e a presidente do Grebal Jovem. O mestre de cerimônia foi o historiador Rozan Silva.
Logo depois foi entregue a Medalha de Mérito Literário Olavo Bilac, ao poeta Menulfo Nery Bezerra. Menulfo, natural de Salvador-BA, ao receber a medalha declamou trechos da obra de Olavo Bilac intitulada O caçador de esmeraldas, que foi feita em homenagem ao bandeirante Fernão Dias Paes Leme. Em seguida foi lançado o livro Poetando IV, com a presença do vencedor do concurso, professor Carlos Brunno Silva Barbosa, poeta, contista e cronista, atualmente professor de Língua Portuguesa na Escola Municipal Nadir Veiga Castanheira, em Teresópolis, onde reside. Ele ganhou com a poesia intitulada Inverno Íntimo. O poeta Jean Carllo fez uma reverência ao grande poeta Mário Quintana, que foi homenageado na edição do Poetando IV. |