NACIONAL
Com o verão chegando é preciso tomar cuidado com a saúde. Engana-se quem pensa que a estação é período apenas de muito sol, calor e curtição nas praias e piscinas. Nessa estação também cresce a incidência das chamadas doenças oportunistas, como a conjuntivite. Isso se deve aos fatores ambientais típicos, como temperaturas elevadas e maior umidade do ar.
Olho avermelhado, irritado, sensação de areia, lacrimejando, fotofobia e ardência merecem atenção especial, pois são os principais sintomas da conjuntivite.
Em situações mais graves há edema nas pálpebras e visão embaçada. Segundo o doutor Noé Luiz Mendes de Marchi, presidente do Departamento de Oftalmologia da Associação Paulista de Medicina (APM), a conjuntivite tem duração média de cinco a oito dias. Normalmente a cura é espontânea, mas é preciso paciência para não agravar o quadro. O mais importante é fazer compressas geladas de água e soro fisiológico para aliviar os sintomas.
Diversos fatores contribuem para o aparecimento das conjuntivites. No caso das alérgicas, normalmente o individuo possui uma alergia anterior que facilita a transmissão, seja por contágio ou pela sensibilidade a certos produtos. As tóxico-químicas são causadas pelo cloro de piscina, água contaminada do mar ou de rio, entre outros.
As mais freqüentes estão no grupo das infecciosas, que são causadas por fungos, bactérias ou vírus. As virais, de maior incidência, ocorrem devido ao calor, à aglomeração, ao ar seco e à claridade.
De acordo com o especialista da APM, 95% das conjuntivites não deixam seqüelas e evoluem bem para a cura do problema. No entanto, o doutor Noé deixa o alerta: “Não tente acelerar o processo se automedicando, utilizando remédios, colírios com princípio ativo, corticóide e até mesmo água boricada. Medicamento sem orientação médica pode piorar ou adiar a recuperação”, afirma o especialista.
Se em três dias não houver melhora, procure um oftalmologista para avaliação por meio de exames clínicos e, conforme o caso, exames laboratoriais complementares. Em caso de confirmação da doença, não esfregue os olhos para não aumentar o inchaço e siga corretamente as orientações médicas.
MEDIDAS PREVENTIVAS
Como a doença é epidemiológica e de fácil transmissão, algumas recomendações:
- Evite o contato com outras pessoas para não transmitir e para não adquirir outras doenças;
- Lave bem as mãos antes e depois do contato com os olhos;
- Não abra os olhos embaixo da água do mar ou piscina. Utilize sempre óculos de mergulho;
- Em caso de suspeita ou confirmação da conjuntivite, não use lentes de contato.
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