SUL FLUMINENSE
Em comemoração a Lei 11.340, conhecida como Maria da Penha, que completa hoje seis anos, organizações da região que atendem mulheres vítimas de violência doméstica promovem atividades voltadas para a conscientização e formação.
Em Resende, uma equipe do NIAM (Núcleo Integrado de Atendimento à Mulher), órgão municipal, estará no Calçadão de Campos Elíseos, próximo ao antigo relógio, das 14 h às 17 horas, para prestar informações à população sobre a lei.
O órgão, ligado à Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos, realiza, por mês, uma média de 170 atendimentos. Entre os serviços oferecidos estão acompanhamento psicológico e com assistente social, visitas domiciliares, ações itinerantes, busca ativa de mulheres que fazem registro de ocorrência na delegacia de violência doméstica,
Em alguns casos que precisam de maior atenção elas recebem encaminhamento para serviços da prefeitura e para abrigos em outros municípios. O núcleo realiza também trabalhos preventivos, que inclui palestras em escolas e empresas, entre outros. As mulheres são atendidas na sede do NIAM que funciona na Rua Macedo de Miranda, 81, no bairro Jardim Jalisco.
A coordenadora do NIAM, Cátia Costa da Fonseca, avaliou a mudança que a lei ofereceu, para ela “A legislação veio trazer cidadania à mulher. Antes, ela sofria uma agressão, e a pena para o agressor era pagamento de cesta básica. Por isso, muitas desistiam de denunciar. Hoje, o agressor responde a processo criminal e pode ser preso”.
Em Barra Mansa a coordenadora do NIAM, Teresa da Cunha Borges, disse que estará em reunião com a assistente social da Promotoria do Fórum de Barra Mansa. Segundo Teresa, os trabalhos de conscientização para o combate a violência contra a mulher são contínuos.
“Realizamos nos Cras (Centro de Referência e Assistência Social) com as famílias e as mulheres. Também vamos a escolas e igrejas quando solicitados. As palestras têm o objetivo de levar esclarecimento sobre os direitos que a mulher tem e como elas podem denunciar”.
Para Teresa, um dos fatores que causa a aceitação da violência doméstica é a falta de independência financeira da mulher. “Em muitos casos elas não denunciam, por que dependem do homem para sobreviver e quando denunciam voltam para o relacionamento pela dependência financeira.”
Nesse sentido, a coordenadora do núcleo em Barra Mansa informou que o NIAM também se preocupa com a integração da mulher ao mercado de trabalho. “Nós estamos sempre encaminhados as mulheres para cursos profissionalizantes, pois vemos que elas precisam estar inseridas no mercado de trabalho. Incentivamos também a volta aos estudos, pois, dessa forma elas criam mais um vínculo com a sociedade e que pode encorajar a denúncia”.
Em Volta Redonda, segundo informações da direção do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Volta Redonda, o órgão ainda está definindo as atividades que correrão durante a semana. Para a data especial, comemorada hoje, o Conselho irá fazer, durante todo o dia, distribuição de panfletos educativos sobre a Lei Maria da Penha. A sede do Conselho fica localizada na Rua 552, 46, bairro Jardim Paraíba. A programação da semana será fechada nas próximas horas. |